13 de jan. de 2016


Estou com muitas gestantes no consultório, e com muitas amigas próximas grávidas também. E o que eu vejo (e vejo outras amigas nutris comentando também), é que todas chegam na consulta tomando uma quantidade muito superior a recomendada pelo Ministério da Saúde (que é 400mcg/dia)
Mas porque tomar ácido fólico?
O ácido fólico é recomendado a ser suplementado para prevenção de defeitos no tubo neural (responsável pelo sistema nervoso).
Quando a gestação é planejada, fazemos exames para identificar possíveis deficiências (o que não é muito raro, já que o anticoncepcional interfere na absorção de ácido fólico), e assim podemos adequar a alimentação e a possível suplementação pré-gestação. Quando não há planejamento, também devemos monitorar essa ingestão de ácido fólico. Não é porque estamos falando de uma vitamina que ela não tem efeitos colaterais, ok?
O excesso de ácido fólico pode causar náuseas constantes, inchaço abdominal, excesso de gases, e insônia.
Um estudo de 2014 (Krishnaveni GV, et al. Diabetologia, 2014) apresentou associação entre a concentração de ácido fólico nas mães e resistência a insulina nas crianças e predisposição a obesidade.
Alimentos ricos em ácido fólico: Espinafre, brócolis, gema de ovo, lentilhas, quiabo e tomate são bons exemplos.

5 de jan. de 2016



Essa frutinha vermelha, originária da América do Norte é rica em vitamina C e antioxidantes. Muito conhecida para auxiliar no tratamento de infecções do trato urinário (bexiga, próstata, ureter ou rins), também é ótima para o fígado auxiliando na detoxificação hepática. 
Suas propriedades antioxidantes também ajudam na saúde das artérias, prevenindo doenças cardiovasculares e melhorando os níveis de colesterol sérico.
Podemos encontrar diversas opções no mercado para consumir o Cranberry. Além da fruta fresca, esse ingrediente está presente em sucos concentrados, geléias, bebidas prontas, extrato ou em cápsulas. A dose e seu uso depende de cada pessoa e seu histórico. INDIVIDUALIDADE SEMPRE, ok? 

Fonte da Imagem: Google Imagens

18 de nov. de 2015

Às 15:34 por Unknown in , Comentários

O que é o TDAH?

O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é um transtorno neurobiológico, de causas genéticas, que aparece na infância e freqüentemente acompanha o indivíduo por toda a sua vida. Ele se caracteriza por sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade. Ele é chamado às vezes de DDA (Distúrbio do Déficit de Atenção). Em inglês, também é chamado de ADD, ADHD ou de AD/HD.

Como a Nutrição pode ajudar?

Estudos recentes mostraram que distúrbios de aprendizado, autismo, TDAH,  atraso no desenvolvimento, e hiperatividade tem uma correlação com sensibilidade ao glúten. A sensibilidade ao glúten é uma resposta imunológica exagerada a proteína de cereais como o trigo, centeio e a cevada em indivíduos geneticamente predispostos.
Diferente da doença Celíaca, que é uma doença inflamatória autoimune do intestino delgado, que apresenta como um dos sintomas: diarréia, distensão e dor abdominal, a sensibilidade ao glúten pode atingir qualquer outro órgão sem necessariamente comprometer o intestino.

O consumo exagerado de pães, massas seria o gatilho para essas doenças neurológicas.
Ao ingerir esses produtos as enzimas digestivas entram em ação para promover a quebra e absorção, porém essas moléculas são muito grandes, não sendo totalmente digeridas e alguns pedaços dessas moléculas ultrapassam a barreira intestinal, principalmente onde há uma permeabilidade alterada, e ao atingir a corrente sangüínea ela é identificada como "invasora" ativando os antígenos-anticorpo formando um complexo. Esse complexo pode se depositar no sistema nervoso causando sintomas psiquiátricos, cognitivos e de comportamento.
A retirada do glúten da dieta alivia os sintomas de um número significativo de pacientes.

Além do tratamento com medicamento é necessário avaliação de sensibilidade do glúten, além de manter uma mucosa intestinal saudável e avaliar outras deficiências nutricionais.


Fontes:
ABDA - Associação Brasileira do Déficit de Atenção
VP - Nutrição Funcional
Livro: Autismo Esperança pela Nutrição. Autora: Claudia Marcelino 
Associação de Atenção e hiperavtividade (TDAH) e Doença Celíaca: um breve relatório
Alcebra/RJ

12 de nov. de 2015

Às 16:11 por Unknown in , Comentários


O texto, escrito em 2010, e muito atual. Poderia ter sido escrito nos dias de hoje, substituindo-se Orkut por Facebook e nada mais. Versa sobre um comportamento que vem ganhando cada vez mais adeptos. 
O excesso de demandas sociais transformou o "lar doce lar" num verdadeiro spa, mas e preciso ficar atento, pois existe uma linha tênue entre o que seria esse "retiro" intencional e restaurador, e o desinteresse que pode se tornar preocupante, na medida em que enfraquece vínculos sociais.


Preguiça de sair de casa é reflexo de mudança de prioridades

Exposições, filmes em 3D, lançamentos, estreias de todo tipo. O mundo se tornou um lugar abarrotado de atrações irrecusáveis. O paradoxo é que muito mais gente, hoje, "paga" para ficar em casa. Para se ter uma ideia, só uma das várias comunidades do Orkut que reúnem gente com preguiça de sair tem mais de 1.700 membros.
A hiperoferta de atrações acaba funcionando como um convite para ficar em casa
"Estamos hiperconectados e precisamos nos desconectar um pouco", resume o sociólogo Dario Caldas, diretor do Observatório de Sinais, agência de consultoria especializada em tendências. "Às vezes, dá preguiça ter que se informar sobre tudo, ler o último livro, assistir ao último filme."
É fato que o mundo corporativo exige cada vez mais que as pessoas sejam "antenadas" e informadas. Mas até as relações sociais acabam vítimas dessa cobrança. Por isso, não surpreende que precisemos de um pouco de sossego.
"Ficar em casa pode revelar a necessidade de relaxar depois da quantidade enorme de estímulos e solicitações de que somos alvo ao longo do dia", faz eco a psicanalista Marion Minerbo, da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo.
Além disso, sair dá trabalho. "Sair pode ser vivido como se você tivesse que subir num palco e dar um show de bola pelo qual, ainda por cima, será avaliado", diz Minerbo. Para ela, isso pode demandar muito esforço. É preciso se arrumar, criar um visual que mostre estilo e atitude, ir aos lugares certos, ter coisas interessantes para contar, filmes a que assistiu, viagens que fez ou que está planejando. "Acho que a preguiça de sair pode ter a ver com o esforço envolvido na performance social que a pessoa vai ter que fazer", diz Minerbo.
Em grande parte, o fenômeno é reflexo da mudança para uma atitude mais individualista. "Hoje as pessoas priorizam o prazer no lugar do dever", analisa Caldas. Isso dá mais liberdade e autonomia para cada um decidir o que fazer.
Para tirar a pessoa do sofá, só mesmo um motivo bem forte. "Antes de fazer algo, as pessoas se perguntam qual o sentido daquilo dentro da sua escala de valores", diz o sociólogo. Sem essa motivação, muitos preferem o aconchego do lar.
Para o psicólogo Cristiano Nabuco, do Hospital das Clínicas, em São Paulo, esse comportamento está muito ligado às facilidades do mundo virtual. "As novas tecnologias permitem mais controle da realidade e isso tem a ver com autoestima, que é a capacidade de tolerar frustrações e de mudar o que não está legal no seu entorno", diz Nabuco. "Na internet isso está mais assegurado: qualquer coisa, é só deletar."
"Se os encontros na internet substituem mais que 50% do tempo que a pessoa teria para se encontrar com outras pessoas, isso se torna preocupante", diz Ari Rehfeld, supervisor da clínica psicológica da PUC de São Paulo.
Mas isso não quer dizer que se voltar para o mundo virtual seja algo necessariamente ruim. "Se bem usadas, as redes sociais virtuais podem dar uma sustentação emocional importante para as pessoas, é possível ver coisas interessantes navegando na internet, um filme em casa pode ser um programa excelente...", analisa Minerbo.
Até porque nem sempre o fato de você estar fora de casa significa que está interagindo com as pessoas. "Se a pessoa saiu, mas está no bar vendo televisão ou no celular, talvez não tenha propriamente saído", avalia a psicanalista.
E ela cutuca: "Por que há televisões nos lugares em que as pessoas vão para estarem juntas? Uma interpretação é que elas não sabem mais conversar, outra é que esses artefatos servem de mediação entre as pessoas. Mas acho que servem, principalmente, para elas poderem relaxar de sua performance social."
Para Minerbo, a preguiça de sair só se torna preocupante quanto é sintoma de que poucos programas são verdadeiramente significativos. "Se a pessoa sente que nada é interessante, isso pode apontar um vazio existencial empobrecedor e, até mesmo, uma depressão."
Afinal, sair ou ficar são apenas meios de alcançar coisas que buscamos desde sempre: afeto, comunicação, interação. "O ser humano mudou, mas seus anseios e expectativas continuam os mesmos", diz Caldas. Às vezes, eles estão bem mais perto do que se imagina.