8 de jul. de 2015

Às 19:23 por Unknown in , , Comentários

A "caixa da normalidade" está cada vez menor e a culpa é do excesso de diagnósticos de doenças mentais, diz o psiquiatra americano Dale Archer, autor do best-seller "Better than Normal", recém-lançado no Brasil com o título "Quem Disse que É Bom Ser Normal?" (Sextante, 224 págs.)
Archer, 57, é psiquiatra clínico desde 1987 e fundou um instituto de neuropsiquiatria em Lake Charles, Louisiana (EUA). Em 2008, ele notou que havia algo errado com os seus pacientes: a maioria dizia ter um transtorno mental e precisar de remédios -- só que eles não tinham nada.


"Estamos 'patologizando' comportamentos normais. E isso não é só culpa da psiquiatria", disse Archer, à Folha, por telefone.
Um quarto dos adultos americanos têm uma ou mais doenças mentais diagnosticadas, segundo o Instituto Nacional de Saúde Mental dos EUA. "Isso está errado. Há uma gama de comportamentos que não são doença."
Em um ativismo "pró-normalidade", Archer descreve oito traços de personalidade comumente ligados a transtornos, como ansiedade, e afirma que não há nada errado com essas características, a não ser que sejam muito exacerbadas.
"O remédio tem que ser o último recurso, e não é o que eu vejo. As pessoas entram em um consultório e saem com uma receita médica. A psicoterapia é subestimada."
De outubro de 2012 a setembro de 2013, o mercado de antidepressivos e estabilizadores de humor movimentou mais de R$ 2 bilhões no Brasil, segundo dados da consultoria IMS Health. Nos últimos cinco anos, o número de unidades vendidas desses remédios cresceu 61%.
Para Antônio Geraldo da Silva, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria, os diagnósticos aumentaram, sim, mas da mesma forma como aumentou os de outras doenças, de diabetes a câncer. "Isso é resultado da evolução da medicina e da facilidade de acesso."
O mesmo pensa o psiquiatra Fabio Barbirato, da Santa Casa do Rio de Janeiro. "Também aumentou o número de prescrições de insulina e anti-hipertensivo. Isso ninguém questiona. Mas quando se fala de mente, da psique, todos têm uma opinião", afirma.
Segundo Silva, o problema é o subdiagnóstico. Para ele, há mais deprimidos sem tratamento do que pessoas sem depressão sendo tratadas.
Barbirato dá como exemplo o TDAH (transtorno do deficit de atenção e hiperatividade). "O número de crianças com prescrição de remédios não chega a 1,5% no Brasil, e a estimativa mais baixa de presença de TDAH no país é de 1,9%. Há crianças sem tratamento."

CRITÉRIO ANTIGO
Para a psicóloga Marilene Proença, professora da USP, a sociedade está "medindo" as crianças com réguas antigas. "Os critérios de diagnóstico de TDAH esperam uma criança que brinque calmamente, que levante a mão para perguntar algo. Isso não condiz com o papel da criança na sociedade. Ela está exposta a muitos estímulos e é tudo muito competitivo", diz.
Para a psiquiatra e psicanalista Regina Elisabeth Lordello Coimbra, da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo, as pessoas estão menos tolerantes às emoções.
"Há pouco lugar para a tristeza. E a exaltação e excitação são confundidas com felicidade. Vivemos de uma forma mais estimulante, na qual emoções mais depressivas, reflexivas, não têm espaço."
De acordo com Silva, o que caracteriza a doença mental é a gravidade dos sintomas. "Deixa de ser normal quando a pessoa tem prejuízo, quando está tão triste que não consegue sair da cama."
Ele argumenta que "invariavelmente" encaminha os pacientes para a psicoterapia. E garante: nem sempre eles saem do consultório com uma receita médica.

Às 17:46 por Unknown in , Comentários


O intestino é um dos órgãos mais importantes do corpo humano, executando diversas atividades, sendo capaz de permitir a entrada de determinados nutrientes e, até mesmo, de impedir que certas substâncias prejudiquem a nossa saúde. 
Entre outras funções destacam-se a produção de vitaminas do complexo B, vitamina K, enzimas digestivas, absorção de nutrientes, redução dos níveis de colesterol, desintoxicação hepática, maturação do sistema imunológico, entre outros.

Como ter um intestino saudável
Ter um intestino saudável é essencial para uma melhor qualidade de vida, seu funcionamento correto e sua regularidade são fundamentais.
Nossa alimentação ocidental moderna composta de poucas fibras, rica em açúcar e aditivos alimentares se torna um meio oportuno para a proliferação de bactérias ruins ao organismo, gerando consequências deletérias à saúde. 

O que é Disbiose Intestinal
Assim a nossa flora intestinal pode ser prejudicada quando há um desequilíbrio, quando a quantidade de bactérias maléficas (patogênicas) é superior às bactérias benéficas, ocorrendo então o que chamamos de Disbiose Intestinal, um distúrbio que afeta negativamente a saúde podendo acarretar diversos sintomas, manifestações clínicas, além de desnutrição, sobrepeso e até o surgimento de doenças mais graves, como o câncer no colo retal.
A disbiose intestinal inibe a formação de vitaminas produzidas no intestino, como a vitamina B12 e permite o crescimento desordenado de fungos e bactérias, impactando no bom funcionamento do organismo. 

Sintomas da Disbiose Intestinal
Fique atento a alguns dos sintomas da disbiose intestinal:
·       refluxo,
·       gases,
·       cólicas intestinais, 
·       distensão e dor abdominal, 
·       constipação (prisão de ventre), 
·       diarreia, fezes com gordura, 
·       muco ou sangue nas fezes, 
·       dores de cabeça, baixa imunidade, 
·       alergias ou fadiga.

As causas da Disbiose Intestinal 
As principais causas da disbiose intestinal são: alimentação pobre em fibras e nutrientes essenciais, baixa ingestão de água, consumo excessivo de açúcar, gorduras, proteínas e alimentos consumo excessivo de alimentos processados em detrimento de alimentos crus, deficiência de vitaminas e minerais, uso frequente e indiscriminado de antibióticos, anti-inflamatórios hormonais e não hormonais, antiácidos e laxantes, excessiva exposição a toxinas ambientais, estresse, entre outros.

Dicas para melhorar o equilíbrio intestinal
Seguem algumas dicas que podem te ajudar a melhorar o equilíbrio intestinal, evitando qualquer sintoma de disbiose:
·       Mantenha uma dieta equilibrada e balanceada
·       Consuma fibras alimentares diariamente (frutas e verduras e cereais integrais)
·       Diminua o consumo de carboidratos refinados (pão, massas, bolos, doces concentrados)
·       Controle a ingestão de carnes vermelhas
·       Diminua a ingestão de leite e derivados e de gorduras
·       Evite o consumo excessivo de bebidas alcoólicas
·       Utilize alimentos ou suplementos probióticos e prebiótico
·       Se necessário, utilize complementos vitamínicos/minerais em pó ou em cápsulas
·       Pratique exercícios físicos regulares, uma caminhada diária já é um bom começo!

Qualquer incômodo, dor ou funcionamento irregular do seu intestino, procure um nutricionista para a elaboração de um plano alimentar individualizado.